terça-feira, 25 de junho de 2013

Saúde - Nova bomba de insulina é aposta para desenvolvimento de pâncreas artificial

Uma bomba de insulina programada para desligar quando os níveis de glicose no sangue estiverem baixos, reduzindo o risco de hipoglicemia durante a noite, é uma das apostas para o desenvolvimento, no futuro, de um pâncreas artificial. O estudo, publicado no New England Journal of Medicine, foi apresentado durante o encontro anual da ADA (Associação Americana do Diabetes), em Chicago (EUA).

O sistema inclui o uso de uma bomba de insulina, um software específico e sensores para medir os níveis de glicose no sangue continuamente.

De acordo com os resultados do estudo, o sistema reduziu em 32% a hipoglicemia noturna e em 38% a duração e a gravidade dessas crises. Isso ocorre porque a bomba para de enviar insulina ao corpo duas horas após um determinado nível de glicose no sangue.

A hipoglicemia noturna é um problema para a maioria dos pacientes com diabetes tipo 1, visto que ela pode levar a inconsciência, convulsão e até a morte. A pesquisa foi realizada com 247 diabéticos tipo 1 por três meses, sendo que 121 pacientes usaram o sistema de ''pâncreas artifical''.

''O trabalho é o primeiro que mostra o sucesso do sistema de desligar a bomba de insulina com base nos resultados dos sensores. Essa tecnologia promete ser muito importante para os pacientes e pode ser a chave para desenvolver um pâncreas artificial'', afirma Richard Bergenstal, diretor executivo do International Diabetes Center, e um dos principais cientistas do estudo.

Para ele, o próximo passo é continuar refinando as pesquisas para prevenir a hipoglicemia e tornar a bomba capaz de adicionar mais insulina quando os níveis de glicose no sangue estiverem altos. ''Nós iremos eventualmente modificar a bomba para ajustar a entrega de insulina e a possibilidade de outros hormônios para controlar os níveis de glicose durante o dia, inclusive durante refeições e atividades físicas'', revela.

Ainda que o dispositivo desligue sozinho automaticamente, ele pode ser alterado manualmente se o paciente acorda e consome algum alimento no meio da noite, por exemplo. O tratamento ainda não está disponível, mas já foi submetido à analise no FDA (Food and Drug Administration).
* A repórter viajou a convite da Sanofi
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O diabetes do tipo 1 é pior que o do tipo 2. PARCIALMENTE VERDADE: o pâncreas do portador do diabetes tipo 1 não produz nenhuma insulina, o que torna o tratamento mais "trabalhoso", segundo o endocrinologista Felipe Gaia, consultor do SalomãoZoppi diagnósticos e da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. "Desde o início temos que fornecer insulina de forma a simular o trabalho do pâncreas", afirma. Já no diabetes tipo 2, o pâncreas produz insulina, mas ela não consegue atuar corretamente no corpo. "No começo do tratamento, e se a pessoa se cuidar sempre, basta emagrecer e fazer atividade física", diz. Mas, se o paciente não se cuidar, pode ficar com o pâncreas com a capacidade de produzir insulina totalmente comprometida, como o de um paciente do tipo.
fonte: uol noticias

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